Mia Sparrow

Nome
Mia Sparrow

Numero
#1408

Liga/Equipa
Lisbon Grrrls Roller Derby

Quando e como descobriu a modalidade?
Descobri a modalidade há menos de dois anos. Estava eu muito feliz e contente numa noite quando se dirigiu a mim uma rapariga, pelo seu nome Cátia Domingues, e começamos a falar. Falar… falar… Pelo meio das conversas non-sense que se proporcionam nas noites entre pessoas desconhecidas e algumas gargalhadas, surgiu a modalidade Roller Derby. Perguntou-me se eu estava interessada em fazer um try-out pelo que fiquei meia reticente, por segundos, mas como sempre tive um “bichinho” por desportos e já estava parada há muito tempo, aceitei o desafio. Alguns dias depois fui calçar os patins, e nunca mais os larguei!

Como é estar na Team Portugal Roller Derby e como foi receber essa noticia? Quais são os teus objectivos para o Mundial de 2014?
Ainda não realizei que faço realmente parte duma Equipa Nacional, acho que ainda não consegui pensar a sério sobre isso. Foram muitos anos a ser “calona”, e ainda acho que o sou, e por isso é-me difícil, e estranho de acreditar, que consegui isto. A única coisa que posso realmente falar é sobre o sentimento que me preencheu quando me foi dada a notícia que fazia parte da Equipa, e posso dizer que fiquei igualmente incrédula – e pode-se dizer que isto tem directamente a ver com o facto de que… sou uma pessoa extremamente aluada!

Ao mesmo tempo, sabe tão bem viver, conviver e treinar com pessoas que sei que trabalham de coração para isto, pessoas com talento e pessoas que, acima de tudo, me inspiram. Acho que foi essa inspiração que me trouxe até aqui, e não apenas a força. O núcleo de pessoas que me rodeiam ajudaram-me muito a ser quem eu sou hoje.

Quanto aos objectivos para o Mundial, sou muito simples, a minha cabeça foca-se apenas numa coisa: dar o meu melhor. E o meu melhor não é só nos dias em que recebo palmas e parabéns pelo meu trabalho e evolução, mas também, e sobretudo, nos dias em que fracasso profundamente e tenho que lidar e aprender com os meus erros. Sem eles, isto era apenas uma linha recta em direcção a qualquer coisa pouco desafiadora, sem desvios e caminhos novos. Aqueles atalhos que, das duas uma, ou resultam num pequeno pesadelo, ou que vão ao encontro dos melhores e mais bonitos “sítios do Mundo”.

Por fim, e como costumo dizer, repito: “Herrar é Umano” e só se levanta quem cai.

Qual é a tua experiência desportiva prévia ao Roller Derby?
Pode-se dizer que tenho algum background desportivo. Quando andava na pré-primária fiz Judo e Ballet (deva-se dizer que não sabia muito bem porque andava eu no Ballet, o que eu gostava mesmo era de bater nos meus amigos – é verdade, tinha um feitio difícil na altura). Entretanto o meu irmão entrou no Karatê e eu, danada como era, tive que lhe seguir as pisadas (por esta altura tinha 5 anos).

Fiquei no Karatê, passado uns anos federei-me e comecei a entrar em campeonatos, e no meu último ano de Karatê ganhei o Campeonato Nacional em Katas, tanto individualmente como em grupo.

(*Especial agradecimento à minha Professora Céu Ralha que foi excelente comigo, excelente na sua arte, e até hoje a guardo no coração e tomo como exemplo a seguir)

Nos “entretantos” da vida, surgiram algumas complicações. Poucos anos antes (de sair do Karatê) tinha entrado um novo desporto na minha vida, a Vela, e comecei a ficar sem tempo para as duas coisas, de maneira que tive que abrir mão duma delas, e optei pela Vela. Também fui federada, fiz alguns Campeonatos Nacionais e cheguei mesmo a ser apurada para um Campeonato Europeu, na classe Europe.

(*Deixo aqui também uns agradecimentos muito muito especiais à Joana Pratas, que foi mais que uma treinadora para mim, foi uma amiga, uma excelente velejadora e uma pessoa com uma garra sem fim.  Ao Diogo e Gonçalo Lopes, e ao Boto pelas horas e horas em mar a ensinarem-me o que eu poderia aprender dele)

Bem, por fim, entrei na conhecida “fase do armário” e troquei o desporto por outras coisas (não menos relevantes porque também aprendi muito com elas). No meio de tudo isso fui experimentando outros desportos, mas nunca para competições nem para nada de sério, como por exemplo o Ténis, que ainda hoje vou “brincar” de vez em quando.

5 Factos sobre ti

  1. Sou viciada em Sushi.
  2. Os meus pais não me deixam andar de mota. Ironicamente tenho Mota no nome e adorava ter uma – especialmente para passear nos dias de Sol.
  3. Se houvesse um Génio da Lâmpada Mágica, pedia-lhe 3 desejos:
    1) Dar vida aos Minions;
    2) Uma casa na árvore feita de madeira e pedra, com jardim e um super anexo;
    3) Nesse mesmo anexo, pôr lá o meu exército de Minions para eles poderem viver e brincar à vontade.
  4. Adoro escrever, fazer vozes-off e cantar desalmadamente até me mandarem calar.
  5. Se me quiserem oferecer um presente, podem ir à secção dos Legos que eu vou ficar eternamente feliz e agradecida.

 

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